Depoimentos e Relatos

Depoimentos das alunas de cursos de formação profissional

 

Alguns trechos das lindas avaliações das alunas do último curso dado no Portugal, que me deixaram emocionada.

Na escolha de 1 (ruim) a 5 (muito bom), a formadora (eu!) foi avaliada da forma seguinte:
Nota 4: 12%
Nota 5: 84%
Nota 6…!: 4%

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“Porque é um curso de base que apresenta o yoga na gravidez de uma forma completa.”

“Segurança e conhecimentos. Transmitiu segurança e paz.”

“Pq reformula/demistificada um visão alternativa para acompanhamento da grávida.”

“Na forma como o curso é ministrado, o amor e o carinho são contagiantes.”

“Foi fabuloso, sai desse curso com o intuito que o corpo da mulher, a alma, o espirito, tudo é interconectado; e ela tem que ser preparada para dar á luz ao seu bebê. Foi maravilhoso e inspirador!”

“A informação TODA foi reveladora e fascinante.”

“Para a carga horária em causa aborda de forma “profunda” e (suficiente) estruturada toda a temática.”

“Tudo foi positivo. Senti em muito um aumento do meu conhecimento em relação à gestação.”

“Pq TODAS as mulheres deveriam chegar a este conhecimento, do que existe para além dos métodos “convencionais”. Um conhecimento do verdadeiro feminino.”

“Gostei de tudo! Da parte prática, posturas, partilhas, vídeos.”

“Acho o curso muito congruente, sólido. A formadora é uma pessoa linda, que nem só tem os conhecimentos necessários, mas vive o yoga na sua integridade. Acho que o curso está muito bem equilibrado – a parte prática, teórica, vídeos etc.”

“Pq os temas são abordados com clareza, sem tabu, sem julgamento.”

“Ter tempo para podermos sentir e pormos questões. A abordagem. O manual.”

“Pela correção na abordagem ao tema, profissionalismo, rigor e humanidade.”

“A experiência e coerência entre a teoria e conteúdos com a experiência da formadora.”

“A simplicidade, a verdade da formadora.”

“As partilhas, o perceber e tomar consciência de sensações por que passa uma grávida.”

“Obrigada Anne pela força e sorriso constante.”

curso em yoga para grávidas com Anne Sobotta

 

 

Depoimentos – Minha Prática de Yoga na Gestação

 

Ninguém pode falar melhor da experiência do yoga na gestação e do parto natural que quem passou por isso. Palavra para elas!

Para começar, mulheres contam porque foi importante para elas praticar yoga durante a gestação. A seguir, uma seleção de relatos de parto emocionantes. Boa leitura!

Márcia
1° gravidez

Como suas aulas foram importantes para a minha cabeça e corpo na gravidez!! A primeira vez que senti minha filha mexer foi na sua aula…nunca vou esquecer..

Um abraço grande, cheio de carinho e meu muito obrigada…

Márcia

Joana
1° filho, Antônio, parto natural hospitalar

Anne querida,

Muito obrigado:
pelos 8 meses de yoga,
por propiciar um espaço de trocas super acolhedor antes, durante e depois das aulas,
pelos resultados alcançados com as aulas que me permitiram ter uma parto natural sem laceração (que eu temia tanto),
pelo carinho e atenção mesmo no pós parto e
pela porta aberta que vc deixou (a próxima temporada de aula com os bebês).

Joana

Cassiane,

1° filho, Vicente, parto natural hospitalar

O espaço escolhido para me conectar integralmente com meu bebê foi a
yoga. Naqueles momentos em que misturávamos movimento, silêncio,
concentração e trocas, ia criando um mundo só meu e dele. A cada encontro
sentia o Vicente mais e mais presente, muitas vezes o senti mexer
vigorosamente em minha barriga como se quisesse participar junto de mais
uma aula, como se ele soubesse que ali era um momento só pra gente. A yoga
tornou todo o processo da gestação mais natural, fez com que eu me
conectasse com desejos, crenças  e escolhas. Me apoiou e, literalmente
iniciou meu trabalho de parto logo depois de uma aula onde estava com 41
semanas e 5 dias. Hoje ao ver o Vicente engatinhando sorridente no chão em
minha frente, tenho a certeza do quanto esses momentos foram importantes
para o desenvolvimento emocional do meu pequeno, bem como o fortalecimento do vínculo mãe-bebê e também com meu esposo que mergulhou junto em todo processo.

Cassiane

Cassiane, Vicente e o papai feliz!
Cassiane, Vicente e o papai feliz!

Patricia,
1° filha, Laura, parto natural hospitalar

Digo que fazer yoga com vc para mim foi transformador, pois passei a enxergar a gestação de outra forma. Ir às suas aulas me acalmava e me conectava mais ao meu bebê (minha Laurinha). Lá fiz grandes amizades, a exemplo de Cristina (mãe de Heloísa) e Carol (mãe de Letícia), com quem tenho contato até hoje.

Suas aulas além de proporcionarem os benefícios físicos, que resultaram em uma gravidez bastante saudável (tive um parto normal super tranquilo), se prestavam também, a uma espécie de apoio psicológico, pois as conversas que tínhamos antes e após às aulas eram maravilhosas. Poder dividir com vc e com outras mamães esta experiência única na vida de uma mulher foi para mim simplesmente um presente.

Um grande abraço e sucesso, seu trabalho merece todo esse reconhecimento. Parabéns pela forma dedicada com que vc conduz suas alunas.

Bjs, Patricia.

 

Natália
1° filho, Antônio, parto normal hospitalar

Quero agradecer por todo apoio e aprendizado em um dos momentos mais especiais da minha vida, sem dúvida foi tudo de extrema importância!
Que você continue esse seu trabalho pelo mundo afora auxiliando e apoiando uma causa tão nobre!
Um grande beijo

Natalia e Antônio

Elisângela
1° filho, Diego, parto natural hospitalar

Quando planejei engravidar, também já estava na minha listinha que iria fazer yoga. Para mim foi muito importante, pois pude ouvir depoimentos de mães veteranas e mães de primeira viagem, pude ler algumas indicações de literatura – Parto Ativo (reli horinhas antes de parir) e Parto normal ou cesária?. Percebi que cada gravidez dependia de cada uma. Para mim era um momento tão mágico onde podia me conectar com o meu filhote e assim estar em paz comigo mesmo naquele momento (passava tão rápido, olha que o encontro era de 1h30). Mas uma coisa estava em busca, que era o de parir normal e consegui. Exercícios que Anne passava para que o bebê pudesse estar bem encaixado e assim facilitar na hora do parto (o meu levou 27 horas para meu filho nascer). Fiz yoga até 40 semanas sem sentir nada, estava ótima. Recomendo a todas as futuras mamães praticar a yoga na gestação. Fui muito bem acolhida e assistida.
Após 3 meses do parto, comecei aulas com o meu bebê. Em cada aula que ia via a evolução do meu filhote e percebia o quanto ele gostava de ouvir as cantigas de roda que cantavamos durante as aulas. Até hoje (agora ele está com 9 meses) ele sorri e para para ouvir uma das músicas das aulas. Que pena que acabou. Finalizando dando os parabéns pelo belo trabalho que foi realizado e com certeza nunca irei me esquecer.

Elisângela

5 bebês nascidos de parto humanizado, 5 amizades seladas durante as aulas de yoga
5 bebês nascidos de parto humanizado, 5 amizades seladas durante as aulas de yoga

 

Relatos de Parto

(foto: divulgação)

Camila & Pedro, Parto Domiciliar, Abril de 2009

Não tinha muito experiência com Yoga, mas sempre tive na cabeça que iria praticar quando engravidasse. Podem não acreditar, mas logo depois do teste de farmácia positivo, antes mesmo do USG, fui procurar onde praticar em Salvador. Queria algo especifico para gestantes e então achei Anne. Eu nem sabia quantas semanas tinha quando liguei, mas combinamos de voltarmos a nos falar quando fizesse 14. Assim o fiz com a intenção apenas de melhorar minha consciência de corpo e trabalhar a respiração, o básico.

Sou enfermeira e por isso o caminho para mim parecia traçado. Estava sendo acompanhada por uma bam-bam-bam super intervencionista (e por isso óóótima para o que parece tradicional), mas que nunca olhou para além do meu útero em seu aparelho de USG, nem mesmo minhas mamas. Diante disso, eu achava que tinha apenas que escolher em que hospital parir. Esta que também não seria uma escolha, mas as opções do meu convênio que, no caso, era uma só. Ou seja…

Confesso que nunca tinha pensado se queria ter normal ou cesárea. No fundo achava que, no fim das contas, essa também não era uma escolha minha, pelo que via na minha prática. Quando procurava ter essa conversa em consultório, esta era sempre adiada por “ainda ser cedo”, segundo a obstetra.

Então logo na primeira aula de Yoga ouvi conversas que incluiam doula, parto domiciliar, exercício perineal. Como assim?? O que é esse mundo todo aí que nunca ouvi falar?? Onde se escondem esses profissionais??…Até então o que conhecia de parto humanizado era cesárea com meia luz, acreditem…

A partir daí fui apresentada e comecei a pensar nas outras opções que, de fato, exisitam, faziam todo o sentido e estavam ao meu alcance. Resolvi me informar cada vez mais. Achei um mundo novo (para mim, porque tudo isso é bem antigo, na verdade) em livros, listas de discussão, blogs, artigos, conversas nas aulas…vi que nesse mundo também existe embasamento científico tanto quanto no mundo em que fui formada. Era uma questão de escolha e eu fiz a minha: decidi mudar. Conversei com o marido que cambaleou, mas coloquei para estudar e logo me apoiou. Mudamos de obstetra, mudamos os planos: o parto seria domiciliar – assim o foi e tenho o maior orgulho disso.

Hoje sei que a escolha que fiz não foi pelo tipo de parto; foi pelo tipo de vida que decidi ter dali pra frente. Do encontro com meu feminino. Do tipo de relação que resolvi ter com meu filho. Da história que quero lhe contar.

Anne foi alguém que me estendeu a mão quando eu estava só e nem sabia disso. E tão gentilmente me apontou novos caminhos. Ela foi a primeira com quem chorei ao contar que meu filho tinha nascido e como tinha nascido. Foi quem me inspirou a voltar a trabalhar com minha profissão, tentando também levar essa mensagem a todas as mulheres que quiserem ouvir: empoderem-se! Ouçam seus instintos! Eu sou eternamente grata à vida pela oportunidade que tive e não canso nunca de agradecer à Anne por ter sido ela o canal para que tudo isso pudesse ser possível.

Camila Valente

Nascimento do Pedro
Nascimento do Pedro

 

Paula & Arthur, Parto Natural Hospitalar, Novembro de 2012

A melhor maneira de iniciar o relato da minha experiência de parto é dizer que o meu parto começou de um outro nascimento: o da ideia de parir em casa. Ao longo da gestação, eu, que inicialmente só pensava na possibilidade de ter uma cesárea, fui descobrindo o movimento pela humanização do nascimento e passei a lentamente nutrir em mim o desejo de ver o meu filho chegar a esse mundo de um jeito sensato, humano, respeitoso e vantajoso para a saúde dele. Do parto cesárea, passei para o parto normal hospitalar com analgesia; do parto normal hospitalar, mudei para o parto normal hospitalar sem intervenções; por último, acabei optando pelo parto domiciliar. Decidi, consciente e informada, pelo parto domiciliar pouco antes de completar 30 semanas de gestação. As semanas seguintes foram direcionadas para a busca de profissionais que pudessem assistir ao parto, mas nenhuma das duas médicas que atendem parto domiciliar em Salvador estava disponível no período da minha DPP. A 35 semanas, finalmente o parto domiciliar estava começando a se estruturar: eu havia recebido a indicação de uma enfermeira que poderia assistir ao parto, bastando apenas encontrar um obstetra que pudesse ser um plano B, assumindo uma eventual transferência para o hospital em caso de necessidade. Apesar disso, eu continuava ansiosa por definir como o parto aconteceria finalmente. Juntava-se a esta uma ansiedade de outra natureza: estávamos no mês de Novembro, mês do aniversário de nascimento e do aniversário de morte da minha mãe, uma pessoa de presença muito forte na minha vida, até mesmo durante a gestação, quando eu tive sonhos frequentes e muito intensos com ela. Neste mês, a minha família sempre entra em um “modo luto”: as pessoas ficam mais contritas, não comentam as datas, se falam menos, ficam mais tristes e tensas, aborrecendo-se por qualquer motivo.
Nesse contexto, chegamos à madrugada do dia 16 de Novembro, quando eu estava com 36 semanas e 2 dias de gestação. Nesta noite, acordei para ir ao banheiro e notei que havia uma secreção de cor marrom escura na minha calcinha. Fiquei um pouco assustada por esta secreção surgir assim, tão ao final da gravidez, e corri para o Google na esperança de encontrar alguma informação que me tranquilizasse. Mas o que li só me assustou mais: sangramento, descolamento de placenta, sofrimento fetal, aborto, trabalho de parto prematuro. Como eu não estava sentindo nenhum tipo de mal estar, respirei fundo e me forcei a voltar a dormir, eu poderia esperar até amanhecer para observar o que aconteceria. Às 05h30, acordei sentindo dores leves na região do útero, dores que me lembravam uma cólica menstrual: latejante e intermitente. Achei que eu tivesse dormido forçando a barriga em cima do colchão, fiquei de barriga para cima e tentei voltar a dormir. Mas a dorzinha que ia e voltava parecia estar mais frequente do que o normal e eu comecei a anotar a hora em que ela vinha e quanto tempo durava. Elas vinham a cada 3 ou 4 minutos e duravam entre 10 e 20 segundos. Por volta das 08 da manhã, as dores ficaram mais intensas e duravam mais tempo. Um pouco perdida por não ter uma GO me acompanhando oficialmente, procurei a Anne, minha professora de yoga para gestantes, falando do que estava sentindo e pedindo alguma orientação de uma pessoa que convivia com gestantes o tempo todo. Conversamos um pouco por telefone e ela me sugeriu que ligasse para a Dra. Marilena, com quem eu tinha me consultado alguns dias antes, para pedir orientação efetiva. Em contato com a Dra. Marilena, fui orientada a continuar acompanhando o ritmo das contrações e voltar a procurá-la caso eu chegasse a 4 contrações de intensidade moderada em 10 minutos. Ela disse que existia, sim, a possibilidade de eu estar entrando em trabalho de parto e que, se essa suspeita fosse confirmada, o meu parto não poderia ser domiciliar porque o Arthur talvez chegasse com o corpo ainda não maduro e precisasse de auxílio médico. Desliguei o telefone e, deitada na cama como estava, pus as duas mãos na barriga e, enquanto fazia um carinho no meu filho, caí numa gargalhada gostosa e feliz. “Será que o Arthur já chega? Será que o parto será hoje?”, eu me perguntava. Não me sentia assustada com a possível iminência do parto nem frustrada com a possibilidade de parir em um hospital. Ao longo da vivência de todas as mudanças e experiências que acompanham a gestação, o parto tinha-se tornado um evento grandioso, expressão da mudança que tinha acontecido dentro de mim, das novas possibilidades que contemplei, das novas capacidades que descobri. Embora estivesse inevitavelmente relacionado ao nascimento do meu filho, o parto já era, por si só, um evento com significado próprio e eu ansiava por vivê-lo tanto quanto desejava conhecer o rostinho do meu filhote. Sim, sonhei com um parto em casa, perdi as contas de quantas vezes me peguei pensando sobre como seria o grande dia. Mas eu confiava na opinião médica da GO com quem conversei, sabia que ela respeitaria a minha decisão e os direitos do Arthur por um nascimento digno. Se ela tinha me alertado para a necessidade de um parto hospitalar, eu acreditava nela. Gargalhei em êxtase pela alegria de vislumbrar duas possibilidades tão grandiosas, o parto e o nascimento do Arthur (coisas distintas, sim!), logo ali, na esquina do meu dia.
Levantei da cama e, enquanto as dores me permitiriam, tratei de ir lavar as roupas do Arthur, limpar o seu quartinho, arrumar a mala para a ida ao hospital, ligar para que a minha irmã viesse ficar comigo, ligar para a madrinha do Arthur (que mora em outro Estado), ligar para o pai do Arthur e deixá-los todos alertas, pois o meu bebê poderia chegar naquele mesmo final de semana. As contrações aumentaram de frequência por volta das 10h. Ainda não eram uma dor real, mas eram perceptíveis e um pouco desconfortáveis. Confesso que, embora eu reclamasse a cada pontada no útero, por dentro eu sentia felicidade e só queria mesmo chamar a atenção para os sentimentos maravilhosos que me tomavam cada vez que a dorzinha vinha. Liguei novamente para a Dra. Marilena, que encaminhou uma enfermeira para me examinar em casa e verificar se eu efetivamente estava em trabalho de parto. Nesse ponto, perdida entre afazeres burocráticos e, ao mesmo tempo, ansiosa por ouvir o “veredito” da enfermeira que estava a caminho, acho que me desconectei dos sentimentos de parir, saí do foco interno para viver as demandas do exterior. As contrações diminuíram de ritmo até cessarem. Quando a Anne e a enfermeira Gertrudes chegaram, eu tinha a sensação de ter retrocedido ao estágio em que estava às 05h da manhã. Fiquei pensando se não teria tudo sido um alarme falso.
Aos poucos, à medida que eu conversava sobre o que tinha sentido durante a manhã e falava sobre a gestação e as mudanças que eu tinha sentido em mim durante o processo gestacional, as contrações voltaram, mas bem mais breves e menos frequentes. Por volta das 16h00, a Gertrudes me examinou e concluiu: sim, existia uma pequena possibilidade de eu parir naquele mesmo dia, mas era bem mais provável que ainda demorasse alguns dias, talvez até mais de uma semana. De fato, o tampão mucoso tinha começado a se desfazer e o colo do útero estava bem macio, mas não havia nenhum indício de fase ativa de TP, nem dilatação. Ela propôs, então, voltar a me visitar na semana seguinte. Quando ela e Anne já estavam de saída, tive uma contração consideravelmente mais forte, senti até vontade de gritar. Pedi, então, que elas ficassem só mais um pouco para ver no que aquilo ia dar. Daí em diante, as contrações foram ficando cada vez mais fortes. Lembro de estar deitada no sofá da sala conversando com Anne e Gertrudes sobre o falecimento da minha mãe e o fim do meu casamento e não encontrar mais posição que me aliviasse a dor das contrações. Eu variava entre ficar sentada no sofá, deitada de lado, sentada na bola e em pé caminhando, mas a dor inevitavelmente me alcançava. Caminhar, receber massagens na lombar e vocalizar a dor que eu sentia realmente me ajudaram a passar pelas contrações de forma mais confortável, mas cheguei a um momento em que preferi ficar sozinha. Fui para o meu quarto e fiquei ouvindo músicas de um CD que eu tinha gravado especialmente para o trabalho de parto, músicas que falavam sobre mudanças e encontros e coragem. Deitei na cama e me pus a fazer carinho na barriga, conversar com o Arthur e cantar pra ele (“abre os teus armários que eu estou a te esperar para ver deitar o sol sobre os teus braços castos / cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar pra fazer do teu sorriso um abrigo”). Me permiti deixar que as coisas caminhassem como deveriam ser, desisti do controle que sempre precisei ter sobre tudo, me entreguei inteira. E senti paz, muita paz.
As contrações ficavam cada vez mais fortes e frequentes, ao ponto de eu não mais conseguir ficar deitada. Caminhava pelo quarto e passava por elas de pé, apoiada na janela, pois a dor era mais suportável para mim assim. E eu gritava, gritava muito. E, a cada grito, lembrava dos gritos de dor da minha mãe nas suas últimas semanas de vida. Olhava para a foto dela e lembrava também do último sonho que tive com ela, uma semana antes, em que ela me dizia que cuidaria de mim sempre, mas que agora era a minha hora, não mais a dela.
Às 19h, Gertrudes pediu para me examinar novamente e ver em que estágio do TP eu estava. Ninguém comentou nada, mas estava claro para todos que estavam na minha casa (Marta – minha irmã -, Gertrudes, Anne e eu) que eu estava em franco trabalho de parto. Enquanto Gertrudes me examinava, eu olhava para o rosto dela, tentando ler alguma reação e compreender o que estava acontecendo. Depois de algum tempo me examinando (que, para mim, pareceu uma eternidade), ela ficou séria e disse “meu Deus, eu não estou acreditando! Menina, você está com 9cm de dilatação! Pro hospital agora!”. Ouvi isso e fiquei em choque por alguns segundos. Tinha chegado a hora! Tinha chegado a hora! Seria hoje!!! Lembro de ter deitado de novo na cama e chorado. De emoção e de alegria e por enxergar a magnitude da experiência pela qual eu estava passando. Abracei a Anne. O meu momento (e o do Arthur) não estava chegando. Nós já estávamos nele.
A transferência para o hospital foi muito rápida. Quando cheguei à recepção, o recepcionista insistiu para que eu fosse transferida até a sala de parto na cadeira de rodas, mas só de pensar em ficar sentada a minha dor aumentava. Argumentei até o recepcionista desistir de me fazer sentar naquela cadeira e, por menor que esse detalhe pareça, foi muito importante pra mim chegar ao hospital e fazer prevalecer o meu conforto e bem-estar em detrimento de protocolos que não representavam maior segurança nem saúde efetiva para mim. Pouco tempo depois, chegou a Dra. Marilena, que por sorte (ou destino) não estava realizando nenhum parto naquele momento e pôde me atender.
Na sala de parto, não tive tempo para tomar um banho quente ou fazer exercícios na bola, pois foi tudo muito rápido. A dor me parecia perceptivelmente maior no hospital. Eu não me sentia incomodada pelos diversos profissionais entrando e saindo na sala, não sentia vergonha de gritar pro hospital inteiro me ouvir, não senti vergonha do meu corpo exposto a tantos desconhecidos. Quando as contrações vinham, eu só desejava que elas acabassem logo ; nos intervalos, eu só queria descansar e ficar quietinha. Mudei de posição algumas vezes, fiquei sentada na maca, depois de quatro em cima dela, mas só consegui me acomodar de verdade ao ficar de cócoras.
Nesse ponto, a dor era muito intensa e eu pedi pela anestesia. Eu estava muito assustada sem saber quanto tempo aquilo ainda duraria e comecei a pensar muito em como eu ainda pensava ter algumas semanas à frente para me preparar para as dores do trabalho de parto e parto. Era a Paula antiga querendo encontrar controle onde não tinha. Por sorte, as pessoas que estavam comigo na sala de parto (Marilena e Anne) sabiam os motivos da minha decisão pela ausência de anestesia. Para mim, mãe solteira de primeira viagem passando por uma gravidez não-planejada, era uma questão de dizer “eu consigo, eu dou conta, eu vou junto com o Arthur, a gente consegue”. Marilena me explicou como o TP já estava muito avançado e uma anestesia provavelmente desaceleraria o processo. Anne segurou a minha mão e me lembrou dos meus motivos, além de ter narrado um pouco da sua história de parto e da história de parto da Daniela Leal, duas histórias que me inspiraram muito durante a minha gestação. O tempo foi passando, as contrações iam e vinham e a dor continuava muito intensa.
Desejei ter tido um pouco mais de tempo para organizar a ida ao hospital e ter levado alguma música para me relaxar e me reconectar com a minha partolândia. Sem a música e naquele ambiente hospitalar, eu já não me sentia tão confortável e em paz. Resolvi cantar dentro da minha cabeça mesmo. Comecei com uma música do Phillip Phillips chamada Home, pois desde a primeira vez que a ouvi pensei no Arthur. Ela diz algo como: “segure-se em mim enquanto caminhamos por esta estrada desconhecida e saiba que você não está sozinho, pois eu farei deste lugar o nosso lar”. Comecei a cantá-la pro Arthur. E foi aí que eu percebi: nunca fui eu cantando essa música pra ele… o tempo todo era ele cantando essa música pra mim, me acalentando, acolhendo os meus medos e as minhas ansiedades. Aquele bebê de só 36 semanas estava pronto e mandou dizer que estava. Ele estava conduzindo todo o processo e eu só precisava me deixar levar, deixar que ele assumisse o rumo das coisas. Ele sabia o que estava fazendo. E, se ele estava pronto, eu estava também.
Ter percebido que era o meu filho quem tinha as rédeas da situação mudou tudo. De repente, a dor ganhou sentido. Sim, ainda era forte e dolorida, mas ela vinha e passava e eu continuava aguentando, me segurando no meu filho enquanto caminhávamos juntos por essa estrada desconhecida, a primeira de muitas por onde ainda passaremos. O tom do meu grito mudou e a vontade de empurrar chegou. A minha irmã me contou depois do parto que eu chamei pela minha mãe. Lembro de, num dado momento, ter aberto os olhos e ter visto a Marilena sentada num banquinho no canto do quarto, disponível e à espera do que fosse acontecer. E me senti ainda mais empoderada porque percebi que aquele processo era do meu filho e meu. Só nosso.
A bolsa rompeu poucos minutos antes de o Arthur nascer. Ele veio ao mundo às 21h05 de 16 de novembro de 2012. Ouvir o chorinho do meu filho e tê-lo em meus braços mamando enquanto ainda estávamos ligados pelo cordão umbilical foi um momento precioso. Não cansava de olhar para o meu pequenino e lhe dizer que faríamos desse mundo a nossa casa. Os procedimentos que precisavam ser feitos foram realizados com ele no meu braço. E ele era perfeito, não houve nenhuma complicação por conta de ele ser prematuro. Gosto de pensar que ele veio antes porque estava pronto pra vir. Fomos juntos para o quarto e temos estado juntos desde então, eu aprendendo com ele mais do que lhe ensinando.
Passar pelo parto da forma como ele aconteceu foi uma redenção para mim. De uma mulher com um lado masculino e centralizador muito marcante, me reencontrei com o meu feminino e desisti de tentar ter controle sobre tudo. Me permiti viver a fisiologia do parto com todos os seus sábios hormônios e me senti bicho, mulher completa e poderosa quando percebi que eu tinha conseguido junto com o meu filho passar por uma experiência de que todos achavam que eu desistiria. “Você não vai aguentar a dor”, ouvi de muita gente. “Pra que se submeter a isso se a medicina pode fazer tudo ser mais confortável?”, ouvi de outras tantas pessoas. A elas respondo: passei por isso para assegurar ao meu filho que ele chegaria sendo respeitado e considerado, mas passei por isso também por mim. Com a minha escolha, abri os braços e a alma para acolher um fato que a vida me trouxe, a maternidade, para me tornar sujeito da minha mudança e não apenas passar por ela como figurante na minha própria história.
Sei que sou uma outra mulher agora. Sei que sou outra mãe, menos medrosa e mais segura de que o meu instinto me orientará sobre como cuidar do Arthur. E isso transparece para os outros, noto nos meus familiares que antes me viam como uma garotinha inexperiente e hoje respeitam o lugar de mãe que agora ocupo. Sei que o meu filho será outro bebê, outra criança, outra pessoa, pois nasceu em um ambiente que, além de cheio de amor, estava também permeado por consciência, informação e respeito. Sei que darei outra criação a ele, pois, depois de desconstruir o paradigma do nascimento, ficou muito mais fácil desconstruir outros paradigmas sobre criação, educação, saúde.
Não passei por tudo isso sozinha e não me cansarei nunca de agradecer a algumas pessoas muito especiais por suas contribuições para a minha mudança. A Alexandre Amaral, por ter aberto as portas do nascimento humanizado para mim e me convidado a entrar; a Daniela Leal, por ter sido fonte de tantas informações e inspiração para a minha própria transformação; a Anne Sobotta, também fonte de inspiração e informação, uma alma companheira que pôde participar comigo do meu parto e cuidar de mim; a Marilena Pereira, pela disponibilidade, pelo olhar atento, pelo coração acolhedor; a Gertrudes, por ter se disposto a participar do meu parto e por ter sido tão disponível; aos amigos do Roda Viva, pelo espaço em que compartilhamos nossas mudanças, nossos medos, nossos aprendizados, nossas dúvidas e também nossas certezas; a Marta, minha irmã, por ter aberto mão das suas convicções sobre parto para me acompanhar discreta, na porta do quarto, uma presença que notei o tempo inteiro; a Arianne, madrinha do meu filho, por ter vivido a gestação junto comigo e por ter aberto a cabeça para também aprender sobre humanização do nascimento; a Walkyria, minha mãe, fonte da minha força, inspiração dos valores que desejo transmitir ao Arthur. Obrigada, obrigada sempre.

Arthur chegando ao mundo
Arthur chegando ao mundo
Arthur no sling :-)
Arthur no sling 🙂

Thais & Francisco, Parto Domiciliar, Março de 2012… Simples assim!

Oi Anne,
O Francisco nasceu ontem, em casa. Foi tudo muito bem, ele nasceu com 3,350kg, cheio de saúde. Minhas contracões estavam irregulares, resolvi dar umas reboladinhas da aula de yoga e elas ficaram mais fortes. Eu liguei para a Dra Marilena as 16h30, ela chegou em casa as 18h e o Francisco nasceu as 19h15. Estamos todos ótimos. Depois eu mando mais notícias e alguma fotinha.
Beijos
Thais

Mariana & Maria, Parto Hospitalar Humanizado, Março de 2012

Anne,

Na madrugada de quinta pra sexta Maria nasceu!
O parto foi maravilhoso, fui pra maternidade já com 8 de dilatação; cheguei lá meia noite e fui direto pro centro obstétrico, às quatro horas Maria nasceu.
Meu pai e minha mãe puderam acompanhar o parto. Fiz vários exercícios de relaxamento com meu pai e, o bom de lá é que temos muito liberdade na sala, tem bola suiça, banheira, enfim… Foi tudo como imaginava, e se duvidar, melhor! Estava muito tranquila e consegui sentir as contrações de uma forma muito positiva, sem me prender muito a dor em si.
Enfim, estou nas nuvens, todo dia tem aprendizados diferentes e é tudo uma delícia!

Hilmara e Helena, Parto Normal Hospitalar, julho de 2011

Querida Anne, me perdoe, mas so agora tive um tempo para lhe escrever um pouco sobre o nascimento de Helena.

No dia 09/06/11 as 14 hs a minha bolsa rompeu e eu estava trabalhando, fui então levada ao hosptal por meu esposo pra ser avaliada, quando cheguei lá meu colo estava completamente fechado, eu já sentia contrações porém sem dor. Neste momento fui avaliada e internada a pedido do meu obstetra que estava a caminho para me avaliar. decidimos por volta das 18:00h induzir o trabalho de parto, pois não havia evolução alguma da dilatação do colo uterino.

Por volta de 02:30h o dia 10/06 iniciaram as contrações dolorosas. deste a chegada no hospital já iniciei os exercícios que realizavamos nas aulas, eles me ajudaram muito no controle da dor e na evolução do trabalho de parto como um todo.

As 08:30h do dia 10/06/11 eu estava com 06 cm de dilatação após mai uma avaliação do meu querido médico, que permaneceu próximo durante todo o trabalho de parto. Não o posso deixar de falar da importantíssima companhia em tempo integral do meu amado marido, Luciano, que me apoiou durante toda a noite nas caminhados, nos exercícios, nas idas e vindas ao banheiro e etc…

Não sei se vc lembra, mas eu desejei durante a gravidez por não saber o sexo do meu beê, sempre quis a surpresa, o que tornou o momento mais mágico ainda. as 09:33hs do lindo dia de 10/06/11 nasceu minha princesa Helena, com 2,605kg e 46cm. O centro obstetrico estava cheio e nao pude parir na cadeira pois estava tendo outro parto normal, o que é atípico. então fui encaminhada a uma sala comum, porém como fui tão bem acolhida pela equipe, fiquei a vontde e tudo correu bem.

Meu parto foi normal, optamos pela analgesia e tudo se desenrolou sem problemas. Estou apaixonada pelo parto normal e agradeço imensamente as suas orientações.

Um beijo enorme
Hilmara

Paulina & Andrea Marina, Parto Domiciliar, Agosto de 2011

Relato do Parto de Andrea Marina, DeaMar. 

Diria que o trabalho de parto começo na sexta 12 de agosto, o dia que completei quarenta semanas, pelo menos se inicio no meu subconsciente. Esse dia estava junto de Márcio na casa da ilha onde receberíamos a nossa DeaMar; ao meio dia, Mary, a parteira, chegou para nos visitar, falamos algumas coisas, mais só consigo lembrar do momento no qual ela me diz que ela só iria aguardar o parto até a quinta que vêm, que nesse dia teríamos que fazer um ultra-som para decidir o que faríamos…  Só o fato de pensar em me – locomover até Salvador para fazer um ultra-som (que sempre foi uma novela na gestação), me apavorou.

Os sonhos por esses dias me indicavam que DeaMar nasceria nesse final de semana, além de uma poderosa lua cheia que estava por chegar no sábado. Mary ficou a tarde toda, pela minha parte tentei ocultar meu temor tentando fazer florzinhas de origami, não consegui fazê-las… De noite, falei para Márcio o medo que me deu a sentencia que tínhamos recebido nesse dia; ele me diz que ficasse calma que ainda havia tempo, não falamos mais ao respeito dessa questão, pela noite consegue dormir logo de namorar juntos.

No sábado acordei ansiosa, não tinha acontecido nada durante a noite, estava todo calmo, me deu um pouco de raiva, novamente Márcio me acalmou, me disse que tudo aconteceria que fossemos andar pela praia, e fomos. Falamos só brincadeiras e coisas para relaxar. Depois do almoço descansei um pouquinho e fizemos o nosso ritual particular, antes de começar falei que talvez não fosse legal porque estava sentindo alguma coisa no útero, ele diz que relaxasse e fossemos, foi assim. Ficamos no fundo do quintal, ele cantou belas canções, eu consegui ficar contemplativa e relaxar; na hora do pôr de sol, fomos para a varanda.

Logo entrei para casa para o quarto de yoga, para continuar com o estado de tranqüilidade. Foi ali que comecei a sentir as primeiras contrações, no inicio segurei a minha onda, porque achava que poderia ser maluquice de minha cabeça, num momento Márcio foi para o quarto de yoga, me abraçar e ali comecei a perceber que era certo, pois não conseguia ficar confortável de jeito nenhum, falei para ele que o trabalho de parto estava começando, ele ficou feliz e me diz que nessa noite tentasse descansar e que pela manhã ligaria para Mary. 

Nessa noite foi muito difícil dormir o desconforto era demais junto com uma estranha sensação de alegria e ansiedade, pela noite fui ao quintal ali tinha uma cadeira que estava me convidando a sentar, sentei olhe para o céu e ali estava uma enorme lua cheia, fiquei calma, lembro que nessa noite esse foi uns dos momentos que melhor descansei. As 4hs. da madrugada Márcio levantou ligou para Mary perguntou se queria alguma coisa para comer, pedi  maça ralhada com canela e melaço, ao mesmo tempo que ele fazia isso fiquei sobre a cama de quatro cantando a chegada de DeaMar, para me acalmar e tentar me conectar com ela. 

Mary chegou junto de Liliana, a doula, umas 6 ou 7hs. não sei bem, ali começaram a cronometrar as minhas contrações e por conta disso soubemos que estava no período latente, -paciência pensei, o importante é que começou-. Reunimos-nos no quarto da yoga e invocamos a nossos aliados espirituais, logo desjejunamos os quatro, beiju e chapate que Márcio preparou. Depois fomos a andar pela praia nessa manhã de sol entrei nas piscinas do mar  junto de Márcio, rimos e brincamos, nesse  passeio peguei um bronzeado lindo.

Voltamos para casa ao meio dia. Tomei banho e pensava -tá bom de aqui a pouco tudo irá acontecer- logo novamente as contrações foram cronometradas. Depois o Márcio ficou preparando o almoço do dias dos pais, ele estava muito radiante; Mary e Liliana saíram. Sentei na rede que da para olhar o quintal, ali percebe uma nova e bela flor vermelha que estava justo atrás da cadeira que tinha sentado pela noite, minha flor, nossa flor, a florzinha mais nova e bela do quintal. 

Márcio serviu meu almoço, macarrão, minha comida favorita! Mary e Liliana voltaram quando estava acabando a comidinha, elas tinham pegado um abará. Liliana começou a cronometrar as contrações que começaram a ficar mais doloridas, me lembro de ficar mexendo na rede para passar a dor, estávamos no período ativo. Fui a andar pelo quintal ao local dos rituais, para falar com DeaMar a explicar-lhe que o trabalho já tinha começado que provavelmente doeria, porém confiava na sabedoria de nossos corpos assim lhe pedi se mantivesse calma com seu coraçãozinho batendo ritmicamente para que pudéssemos receber-lha em casa do lado do mar como tínhamos planejado com papãe.

Voltei para  varanda, era a hora do pôr de sol, onde geralmente fico ansiosa, respirei e fui ver que poderia fazer, fui no quarto que tínhamos arrumado para Mary e Liliana, ali estavam elas, tirei algumas dúvidas ao respeito do tampão mucoso que ainda não tinha visto e da bolsa que tampouco tinha estourado, achava que isso acontecia no inicio do trabalho… Explicaram-me que poderia acontecer em qualquer momento e que ia acontecer.

Logo pedi para me massagearam, Mary fez umas massagens e também falou que tinha combinado com Márcio para ele me fazer umas massagens, logo dele tomar banho fomos nosso quarto ali ele começou-me massagear, no inicio foi difícil relaxar sentia-me como um balão aprontado para explodir logo consegue me entregar nas suas caricias. Após dessa massagem perde a noção do tempo, lembro que quando acabou Mary fez o primeiro toque do trabalho, oito cms. de dilatação, nesse momento a alegria explodiu no lar, no meu interior pensei nos dois cms. que faltavam o tampão e a bolsa, mais a energia da festa foi tão forte que me deixe levar, acreditando que em pouco tempo poderia pegar DeaMar no meu colo, alias já tinha pedido noção do tempo…

Fui ao quarto da yoga, me pendurei de um tecido para liberar o desconforto das contrações que estava começado a aumentar, mas meus braços estavam cansados e ao me pendurar no tinha força para segurar meu corpo com esse barrigão, não estava sendo confortável. Decidimos que seria bom entrar na água, entrei na piscininha de água morna e ervas, comecei relaxar e me entregar para o processo, me senti realmente como uma rainha, a água morna caia constantemente no meu corpo, todos os mimos foram para mim nesse momento, acreditei que o desenlace final aconteceria na água, mas não foi assim, sai da água com a esperança que logo do banho DeaMar nasceria, novamente não foi assim.

Fora da água o desconforto das contrações voltou nessa vez acompanhado de muita confusão corporal não sabia o que fazer, como me colocar, como ajudar ao processo. Márcio vejo com uma colher de melado para mim e nem queria o que queria mesmo era parir, estava zangada, pensei que queiram me acalmar para logo me levar no hospital, ele falou que era preciso que devia recuperar a glicose do corpo; aceitei e tomei.

Continuava sem entender o que estava acontecendo, nesse momento veio a frustração -não sei como fazer isto- pensei;  falei para Liliana que estava chateada comigo e a situação, tinha vontade de chorar enquanto desabafava, ela me acalmou me diz que ficasse tranqüila que era sempre assim, essas palavras foram muito importantes, saber que no processo de outras mulheres era assim, me acalmou, porém ainda persistia a confusão corporal.

Colocava-me de quatro mais logo cansava, fomos duas vezes ao vaso sanitário, o local resultou ser um espaço bastante aconchegante, mas sempre queria mudar de posição.  A euforia do lar do nascimento de DeaMar nessa altura tinha mudado para um profundo cansaço geral, e uma discreta dúvida geral: será que mesmo iria acontecer no lar?

Márcio e Liliana foram descansar nos quartos. Fiquei no quarto com Mary, ela em dava apoio e botava o aparelho para ouvir o coraçãozinho de minha flor, isso me dava mais forças. Sem entender mais nada percebei que já estava nesse caminho que ainda sem ter visto o tampão mucoso sem a bolsa estourar essa menina nasceria mesmo no lar, no quarto da yoga, estava esgotada mais tinha a certeza que aconteceria assim, não sabia em quanto tempo. Deite de lado para descansar e deixar o corpo trabalhar. Veio o tampão mucoso, isso era bom, o processo estava em andamento.

Mary explicou-me que as minhas contrações estavam fracas, que iria preparar um chá para aumentar-las, foi para cozinha; percebe algo molhado ali a chamei dizendo –liquido- foi um momento muito feliz, as coisas continuavam acontecendo. Bebi o chá rapidinho estava bem doce lembro. Ao pouco tempo as contrações começaram a aumentar em tempo e intensidade a dor era cada vez mais forte, ela fazia uma manobra com sua mão na minha barriga para estimular o útero, a dor aumentava, o coraçãozinho batia ritmicamente, tudo estava indo bem.

Mary chamou os demais, falou para Márcio me sustentar por trás na posição de cócoras e para Liliana assistir-la. O trabalho era cada vez mais intenso senti a cabecinha de DeaMar, senti mais alegria ainda ela estava ali pronta para vir nesse planeta, porém cada contração era cada vez mais dolorosa. Mary me indicou para gritar na hora da contração, pela minha cabeça passavam as aulas de voz nas quais aprendi a liberar a voz sem agredir a garganta, assim as dores e a voz iam aumentando, DeaMar estava cada vez mais perto.

Num momento bateram na porta chamando o Márcio, eram os vizinhos, Liliana foi atende-los, eles viam oferecer sua ajuda, ver se deviam chamar um carro para ir a algum lugar, Liliana falou que não, que estava tudo sob controle que estávamos com uma parteira e que a menina iria a nascer em casa. Fiquei comum pouco de vergonha de perturbar o seu descanso porém as dores viam e a voz se projetava pela beira do mar, estava entregue ao processo a vergonha foi embora rapidinho…

Cada vez sentia-me mais cansada comecei a duvidar quanto tempo mais conseguiria ficar nessa posição, quando veio uma grande contração junto com um forte berro e logo DeaMar ai, fora da barriga, no meus braços, um milagre a alegria foi e continua sendo enorme um momento divino, no seu sentido literal. Aconchega-la sentir o Márcio se desfazendo na emoção, Liliana e Mary acompanhando esse momento e ela a florzinha delicada e corajosa no meu colo na madrugada da segunda 15 de Agosto.

O cordão via de dentro de mim e estava no seu umbiguinho, Mary chamou Marcio para cortar o cordão ele foi, eu só tinha olhos para ela, rosadinha saudável, preciosa, no meu colo. Depois foi a placenta, devo confessar que estava assustada não queria mais fazer força, mais foi bem mais simples, ao final a placenta e mais molhe e menor do que um bebe né? Mary vistiú as roupinhas de DeaMar, Márcio boto umas músicas  e logo foi falar com os vizinhos para acalmar-los, falou que e a menina nasceu saudável e que seu nome é Andrea Marina.

Levaram-me para o quarto DeaMar mamou, Liliana observava nosso encontro e dava algumas dicas respeito da amamentação, deite com ela de meu lado estava tão cansada que consegui dormir, mas cada certo tempo abria os olhos sem acreditar a beleza da florzinha. Pela amanhã foi o ritual da placenta no qual Márcio botou ela na terra com um pé de tangerina, logo o banho de DeaMar, também o banho de mamãe, e de ali já vão ser quase dois meses.

Após do parto acredito que o fato das crianças nascerem é um fato marcante na vida da mulher, do modo que seja, é uma experiência forte. A gestação no meu caso foi um processo evolutivo, e o parto por mais que demorou foi uma revolução no nível corporal, emocional e energético. Estou feliz por ter dado a luz DeaMar em casa sem necessidade de nada artificial, porém acredito o parto do modo que aconteça é uma grande experiência e convido as mulheres e casais viver ele na sua intensidade e profundeza. 

Paulina. Ilha de Itaparica, agosto de 2011

Danille & Isabela, Parto Normal Hospitalar, Julho de 2011

Boa tarde Anne,

 Gostaria de te dá a notícia maravilhosa do nascimento da minha filha. Nasceu no sábado, de parto natural sem indução, no Hospital Português. Isabela nasceu linda, após 41 semanas de gestação, com 2,715Kg e 46,5cm. O trabalho de parto durou 9h. Fiz analgesia, porém fiquei em atividade, praticando vários dos exercícios que vc me ensinou. Meu marido participou ativamente de todo o processo, assistiu ao parto, junto com minha irmã, e cortou o cordão. Dei a luz de cócoras em cima da cama. Minha médica também foi fantástica, ficou ao  nosso lado durante todas as 9h, me ajudando nos exercícios e nas massagens nos momento de dor.

 Estou fascinada com o parto natural, foi fantástico!!!!

Obrigada mais uma vez pela ajuda!!!!

Danile Leal Barreto Sampaio

Nascimento Isabela (H Portuguese, SSA, PNH, Julho 2011-mamãe Danille)

Lais & Lis, Parto Domiciliar, dezembro de 2010

Tenho um profundo afeto por esse relato, porque verdadeiramente na historia de Laís senti que se realizava aquele lindo lema que aprendi no Brasil: o Universo conspira a favor.

Quando nos encontramos, ainda no inicio da gravidez da Laís, ficou rapidamente claro que Laís tinha um verdadeiro desejo (não um sonho ou uma vontade, um desejo mesmo, uma consciência) de dar a luz de forma digna e humana, de acolher seu bebê no aconchego do ambiente familiar.  Mas tinha muitos impedimentos e até o penúltimo mês de gravidez da Laís tudo indicava que esse desejo não poderia se realizar.  Acima da hora, já nas últimas semanas de gestação, os caminhos se abriram e foi mesmo um corre-corre para encontrar um profissional para acompanhar o parto de Laís.  O desfecho maravilhoso e inesperado, a própria Laís conta abaixo.

Hoje tenho certeza que apesar das dificuldades encontradas Laís nunca deixou de desejar dar o melhor acolhimento – o único realmente possível – a sua filha ao chegar nesse mundo.  Acreditou, e aconteceu.   Laís, fiquei muito impressionada com você. Parabéns, desejo que sua historia se espalha, e que Lis continua seu caminho na vida sempre cercada de amor e respeito.

Anne

“Minha gravidez trouxe muitas novidades, novos ideais e um novo sentido na minha vida e na vida da minha família. Não foi planejada, mas apesar do susto inicial, foi muito bem recebida, por nós e por todos que nos cercam.

Eu já sabia que queria um parto normal desde que me conheço por gente, mas foi quando engravidei que percebi a dificuldade de parir naturalmente no nosso país. A quantidade de cesáreas me assustou, a forma traumática e intervencionista de um parto hospitalar também me assustou.

Desde o início eu li bastante, queria me preparar da melhor forma possível para desempenhar essa grandiosa missão de ser mãe. Assim que completou o primeiro trimestre, entrei no yôga para gestantes. Lá conheci Anne Sobotta (querida amiga e professora), com quem aprendi exercícios e técnicas de respiração que me foram de enorme ajuda na hora do parto. Nas aulas de yôga, além de preparar o meu corpo e mente, conversava bastante com Anne sobre a vontade de parir de forma natural e sem intervenções médicas desnecessárias. Ela me incentivou bastante, inclusive me dando o contato de uma enfermeira obstetra que realiza partos domiciliares.

Passaram-se os meses e eu ainda não tinha decidido onde teria o parto. Desejava profundamente parir em casa, mas havia alguns empecilhos como falta de grana e pressão dos familiares que tentavam a todo custo me fazer desistir dessa idéia “arriscada”.

Leo, meu companheiro, compartilhava da mesma vontade que a minha e me deu muito apoio, como sempre fez. Sem ele as coisas teriam sido muito mais difíceis.

Eu já estava com 38 semanas de gestação quando entrei em contato com a enfermeira obstetra que tinham me indicado, Mary Galvão.

O meu encontro com ela foi maravilhoso, ela me fez muitas perguntar para saber por que eu tinha tomado essa decisão e se eu tinha consciência do que um parto domiciliar representava. Voltei para casa muito entusiasmada e confiante, tinha encontrado a pessoa certa para realizar o meu parto.

Ficamos de nos encontrar novamente, mas dessa vez juntamente com o meu companheiro e a minha mãe, para que todos pudessem se conhecer, sanar todas as dúvidas e receios e principalmente criar um laço de confiança entre nós.

Porém, na noite do dia 11 de dezembro (dois dias antes do encontro marcado com Mary), comecei a sentir contrações e a perder o tampão mucoso. A minha mãe ficou bastante preocupada, me perguntava para que hospital eu queria ir. Eu tentava acalmá-la dizendo que estava tudo bem, sabia que ainda estava nos pródomos e que já tinha feito a minha decisão: Ter um parto domiciliar.

Liguei para Mary e contei a minha situação, ela me tranqüilizou ainda mais me aconselhando a descansar e dizendo que no outro dia viria ao meu encontro. Me avisou também que eu poderia lhe telefonar a qualquer hora.

Durante a noite, as contrações iam e vinham e apesar de fracas me mantinham acordada. Tirei alguns cochilos até que o dia amanheceu e eu levantei.

Ás 8 da manhã, Mary chegou a minha casa, trazendo com ela outra mulher, Suzana Tapia, uma parteira Xamã equatoriana muito sábia e poderosa.

Assim que elas entraram, sentimos a casa toda se enchendo de luz e boas vibrações.

Mary fez o exame de toque e disse que eu estava com 5 cm de dilatação. Fiquei muito feliz. ”Falta só metade”, pensei.

Em seguida, as duas me fizeram uma massagem maravilhosa para abrir a minha bacia, o que me deixou bastante relaxada.

De repente começou a cair uma chuva forte e as contrações foram aumentando um pouco mais, porém ainda não doía muito. E eu ora ficava de cócoras ora inclinada de frente para parede rebolando pra lá e pra cá. Sempre tentando manter a respiração ritmada, relaxando bastante o períneo na expiração.

Mary e Susana me ajudavam bastante com mentalizações, respiração e massagens.

Já passavam do meio dia quando elas trouxeram um delicioso caldo verde com couve preparado por minha mãe e avó. Apesar de não estar com fome, tomei todo, pois sabia que ia precisar de muita energia pela frente.

Alguns momentos elas me deixavam sozinha no quarto outras vezes ficava somente com Leo, que me fazia carinho e me beijava, me fazendo sentir protegida.

Mais tarde elas aconselharam que eu tomasse um banho quente com ele. Foi muito aconchegante, me deixou bem mais relaxada.

A tarde foi passando e as contrações ficando cada vez mais fortes, com intervalos bem curtos. Leo comprou uma piscina e montou embaixo do chuveiro. Antes de entrar Suzana pediu que eu prestasse atenção no barulho da água que enchia a piscina e eu mentalizei uma linda cachoeira purificando o meu corpo e espírito. A água quente amenizava bastante a dor que já estava bem intensa.

Quando voltei pro quarto, Mary e Suzana haviam forrado uns cobertores no chão e colocado algumas almofadas. Disseram para eu me acomodar onde me sentisse melhor e eu preferi ali mesmo no chão. Leo se sentou de costas para a parede e eu encostei nele.

Era fim de tarde, as cortinas estavam fechadas e a luz do quarto apagada. Susana então, começou a fazer um lindo ritual: incensou salvia, nos deu algumas folhas de coca para mascar para nos dar energia, entoou cânticos e rezas.

Depois fiquei sabendo que esse ritual era uma espécie de chamado, com o propósito de encorajar Lis a embarcar nessa grande viagem rumo à vida extra ulterina. Para que ela sentisse que estávamos ali, prontos para recebê-la com todo amor e carinho e que não tivesse medo de enfrentar o desconhecido.

As dores foram se intensificando mais e mais e Mary sempre monitorando os batimentos cardíacos do bebê, que estavam em ótimas condições.

Em diversos momentos entrei em transe total, me desliguei de tudo, esvaziei a minha mente por completo e me entreguei à dor. Fiquei quase o tempo todo de olhos fechados… Conectada com o meu corpo, resgatando os meus instintos mais primitivos. Em nenhum momento senti vontade de gritar, apenas gemia, baixinho…
Teve um momento que quis fazer xixi, sentei-me na privada e as dores aumentaram muito, até que veio uma vontade incontrolável de fazer força. Forcei várias vezes até que a bolsa rompeu e desceu bastante água.

Elas então, pediram para que eu voltasse para o quarto e ao andar eu senti uma estranha sensação, como se as minhas pernas fossem desmontar.

No quarto, fiquei de cócoras em cima dos cobertores e Leo se agachou de frente para mim. Eu fazia muita força e Susana sempre pedindo para que eu não forçasse muito para não machucar o meu períneo. A vontade de fazer força era realmente incontrolável e eu já estava exausta, não via a hora de ter a minha filha nos meus braços.

Teve um momento que Mary falou que já dava pra tocar na cabecinha de Lis e perguntou se eu queria senti-la. Eu não quis, estava concentrada em apenas uma coisa: fazer força!

Até que finalmente a cabecinha dela apontou e rapidamente o seu corpinho escorregou nas mãos de Susana que em seguida passou para Leo que chorava emocionado. Não houve nenhuma laceração, o meu períneo ficou intacto!

Nessa hora um turbilhão de sensações invadia o meu corpo e a minha mente: prazer, alívio, cansaço, felicidade, um amor incondicional… Quis falar, não consegui. Estava totalmente extasiada com aquele momento sublime.

Eu nasci junto com ela, descobri em mim uma força maior do que imaginava antes do parto.

Vivenciar aquilo me fez forte, me fez mulher, me fez mãe!

Leo colocou Lis no meu colo que no mesmo instante parou de chorar e ficou calminha. Eu a abracei, cantei uma canção que a minha mãe costumava cantar para mim, senti sua pele, o peso do seu corpinho em meu peito, seu cheirinho…tão linda! Pele rosada, olhos profundos, boca vermelhinha… Parecia um botão de rosa, uma verdadeira flor!

Assim que o cordão umbilical parou de pulsar, Leo o cortou, orientado por Mary.

Alguns minutos depois veio a placenta que foi levada por Susana para a sala.

Ficamos ali abraçadinhos, eu, Leo e Lis… Vivenciando um momento de amor pleno, que ficará marcado para a eternidade!

Na sala Susana, Mary, minha mãe e avó faziam um ritual de agradecimento à placenta, que gerou e nutriu Lis por nove meses.

Alguns dias depois, eu e Leo enterramos a placenta e colocamos uma planta em cima para que ela continue sendo fonte de luz e vida!

Foi simplesmente a melhor experiência da minha vida, a realização do nosso sonho!

Consegui proporcionar à minha filha um nascimento digno, natural e cercado de muita luz e amor com ajuda de muita gente, Leo, que me apoiou durante toda a gravidez e praticamente “pariu” junto comigo, Anne que me ajudou a preparar o meu corpo e mente para o dia mais importante da minha vida, minha querida mãe, que apesar de ter tido muito medo, respeitou a minha decisão e ajudou bastante durante o trabalho de parto (ela foi a minha doula! Rsrs), Mary, que mesmo não tendo me acompanhado durante a gestação acreditou na minha força e topou realizar o meu parto, Susana, espírito de luz, que por uma benção foi guiada até a nossa casa, trazendo paz, sabedoria e amor no coração e Lis, que formou comigo uma grande dupla, a nossa primeira parceria. Trabalhamos juntas para ela nascer tranquila e sem traumas.

Sou grata a cada dia por poder ser mãe. Por ter tido uma gravidez maravilhosa, um parto inesquecível, e por ter uma filha abençoada, que é um serzinho de luz, e que completa meus dias com muitos sorrisos e caretas!”


Priscila & Tereza, Parto Normal Hospitalar, Junho de 2010

“Olá anne!

Finalmente arrumo tempinho para enviar noticias e umas fotas da nova baiana chamada tereza. estamos muito felizes e nos adaptando bem a essa nova fase. tereza nasceu muito atenta, esperta e saudavel após um longo, até demais; e lindo, parto natural dia 21 de junho – no solstício de inverno – às 14:22. nao pudemos fazer o parto na banheira do hospital portugues porque eles AINDA nao instalaram….o que me deixou um pouco chateada. tenho certeza que o trabalho de dilatacao e o principio da expulsao teriam sido bem mais tranquilos na h2o. mas deu tudo certo e dra marilena foi espetacular.

Acho que me concentrar nas respirações durante as contrações foi fundamental para manter a calma, sabe. porque realmente………..a dor é incrível.

Obrigada por todo o carinho e Tereza agradece também.

beijos.

Priscila”


Sheila & Pedro Lucas, DesneCesária, Agosto de 2010

“Oi Anne!!!
É com muita alegria que envio este email! Estou com meu bebezinho lindo completando 7 dias.
Meu trabalho de parto foi lindo, utilizei tudo que vivenciamos e aprendi desde o terceiro mes de gestação, em nossos dois encontros semanais. Sou muito grata a você pela tranquilidade e auto controle que desenvolvi.
Minha bolsa rompeu no dia 17/08, 1h da manhã, fiquei muito preocupada, mas fiz tudo direitinho como havia sido orientada por você.
O tempo passou, fiquei no Hospital Espanhol, com Alcina Teles (doula maravilhosa!), até as 16h quando minha médica chegou.
Minha dilatação estava em 6 cm e infelizmente ela disse que não poderia se responsabilizar por um parto normal que dava indícios de só ocorrer mais de 23 da noite, até porque eu já estava há mais de 12h perdendo liquido.
Terminei, infelizmente, fazendo uma cesariana, a contra gosto, chorei muito, fui pra sala de cirurgia aos prantos, pois fiquei muito frustada, mas no final  as 17:25h, Pedro Luca nasceu e me disseram que o bebe estava com duas circulares do cordão umbilical em torno do pescoço e já tinha um pequeno edema (calinho de sangue) no alto da cabeça, de tando bater a cabecinha pra tentar sair. (Pelo menos foi o que a obstetra disse. Prefiro acreditar que foi verdade para não me sentir tão culpada por não ter conseguido tê-lo naturalmente.) É… fiquei menos frustada… mas acredito que se realmente ela tivesse interesse em fazer normal, poderia ter induzido, ministrado ocxitocina, mas preferiu ir direto para a cirurgia, é mais fácil, mais rápido para eles não é?
Mas estou feliz com meu filhote… só acho que eu deveria ter me trabalhado melhor emocionalmente para caso o parto normal não desse certo, aceitar de melhor forma a cesariana. Fiquei muito descontrolada, chorei tanto, que até demorou de fazer efeito a anestesia.

Agora estou me realizando com a amamentação… é maravilhoso ser coresponsavel pela vida desse ser.
Ele é tão tranquilo, atribuo isto a yoga.
Estou plena e feliz… apesar das cansativas 15 horas de trabalho de parto… rssrsrsr
Meu obrigada com o coração muito satisfeito pelo fato de você ter feito parte desse momento de minha vida!

Um grande e grato beijo,
Sheila Borges Fernandes”

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2 comentários sobre “Depoimentos e Relatos

    1. Cara Janice,
      Lhe aconselho procurar livros ou DVDs em boas livrarias. Já tem alguns bons no mercado. Somente tenha cuidado em procurar livros ou DVDs de yoga somente para gestantes, pois a pratica precisa ser modificada. Mas, o melhor e mais aconselhado por x motivos e participar de uma aula. Onde você mora? Pode ser que tem perto de você. Abraço.

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