Newsletter – Setembro 2008

cesareaxpartonormal

Newsletter… informativo!

Pronto, para quem gosta de ler e quer se informar mesmo (em particular as mamães de 1° viagem…), chegou a hora:
Veja abaixo, no final do e-mail dois textos muito bem escritos sobre:
– Parto normal ou cesárea? (“o” assunto…)
– As dores do parto: mas o que é no final…?

VILAS DO ATLANTICO: Novo Endereço, Novo Horário, Nova Parceria – Venha Conhecer!


Muitas novidades em Vilas. Apos a interrupção de julho-agosto, e o mês de setembro que foi de “ensaio”, estamos entrando com plena velocidade no mês de Outubro, num novo espaço ma-ra-vi-lho-so, e com uma super parceria.

No dia 2 de Outubro começaremos nossa 1° aula no Estúdio do Corpo Pilates de Daniela Longo, em Miragens. Daniela, conhecida e experiente professora de Pilates, abriu seu estúdio para nós, um local repleto de cores e matérias naturais, longe do barulho do trafego… Espero que vocês irão gostar tanto como eu!

Alcina Teles, fisioterapeuta e doula (veja http://www.alcinateles.com) começará a atender a turma nas segundas-feiras, as 15h45, no mesmo local.
As aulas de yoga continuam nas quintas feiras, porem com uma leve alteração de horários (11h30).
E com grande prazer que vejo essa parceria com Alcina se iniciar, pois meu – nosso! – objetivo sempre foi de dar o mais completo atendimento as mulheres durante esse período único da gravidez, e espero que essa parceria seja a primeira de muitas outras. Já estou discutindo com outras profissionais em Salvador e região (educadoras perinatais, massoterapeutas, etc) no âmbito de criar uma rede de serviços e atendimentos especializados para gestantes
.

Parto normal ou cesárea?

JORGE FRANCISCO KUHN DOS SANTOS

Atualmente no Brasil, muitas mulheres grávidas têm sido submetidas
ao que é conhecido como “desneCesárea”

O PARTO , além de ser um ato fisiológico, é também um evento
familiar, pessoal e sagrado e, em mais de 80% dos casos, não deveria
ser um ato médico.A cesárea, indicada em 10% a 15% dos casos, como
recomenda a OMS (Organização Mundial da Saúde), é uma cirurgia de
grande porte e maior risco. Sendo assim, somente deveria ser
realizada no intuito de salvar a vida da mãe e/ou do bebê ou de
evitar risco de dano à integridade da unidade mãe-bebê.Os índices de
cesárea no país e no mundo vêm crescendo, é verdade, na maioria das
vezes por razões de conveniência do médico ou da mulher.Dessa forma,
devemos aplaudir todas as tentativas de normalizar a situação e
incentivar o parto normal, como aquela recentemente tomada pela
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).A iniciativa da
Anvisa traz um conjunto de medidas como o direito da parturiente de
escolher o acompanhante durante o trabalho de parto e o pós-parto
imediato e a liberdade de escolha quanto à posição em que dará à
luz, entre outras.Ainda há outras medidas de incentivo ao parto
normal, como o são a construção de mais casas de parto -não só para
as mulheres menos favorecidas- e a criação de mais cursos formadores
de boas parteiras e enfermeiras obstetras.Quais seriam, então, as
situações em que o médico tem, necessariamente, de optar pela
cesárea em detrimento do parto normal? Embora em alguns casos essa
decisão possa ser tomada com antecedência, ainda durante o pré-
natal -como nos casos de placenta prévia, na grande maioria das vezes
ela só pode ser tomada durante o trabalho de
parto, como no herpes genital ativo.Neste ponto, é importante

destacar que situações como falta de dilatação do colo uterino antes
do trabalho de parto efetivo, cesárea prévia, bacia estreita, bebê
grande e gestação gemelar não são razões para a realização de uma
cesárea.Caso a cesárea seja de fato necessária, aí, sim -mas somente
aí-, ela estaria indicada, e não da forma que vem acontecendo
atualmente no Brasil, mormente no serviço privado, em que 80% a 90%
das grávidas têm sido submetidas, na imensa maioria dos casos, ao
que é conhecido como uma “desneCesárea”.A mulher deve ser
incentivada a exercer o protagonismo ativo no processo de dar à luz.
A mãe, plenamente informada sobre a evolução de um parto ainda
durante as consultas pré-natal, terá ampla participação durante o
processo e condições de tomar decisões compartilhadas com o
profissional de saúde.A palavra do médico, sua experiência cotidiana
e a bagagem de conhecimento científico que carrega valem muito,
evidentemente. Contudo, há toda uma exaustiva literatura científica
que aponta ser a parteira a melhor profissional para acompanhar um
parto normal numa gestante de baixo risco.Ao médico caberia o
atendimento dos 10% a 15% dos casos em que estaria verdadeiramente
justificada a operação cesariana e dos 5% dos casos em que seriam
necessárias intervenções, tais como o fórcipe e a vácuo-
extração.Humanização? Sim! Não humanização do parto, pois este já é
um evento humano e nós, profissionais de saúde, não somos desumanos,
mas humanização da assistência ao parto e nascimento, evitando
procedimentos muitas vezes ineficazes, danosos e dolorosos.Para
finalizar, é precsio dizer que devemos melhorar também a formação
dos médicos, pois estes comumente terminam o período de residência,
após a faculdade, com uma visão muito distorcida de um evento
natural, o parto.

JORGE FRANCISCO KUHN DOS SANTOS , 54, é professor assistente do
departamento de obstetrícia da Unifesp/ EPM (Universidade Federal de
São Paulo/Escola Paulista de Medicina), plantonista do Hospital e
Maternidade Leonor Mendes de Barros, do SUS. Médico obstetra e
ginecologista, acompanha partos há 33 anos.


Como é a dor do parto?


Rosana Araujo da Silva Oshiro


Muitas mulheres, senão todas, logo que engravidam, ficam cheias de dúvidas sobre os sintomas da gestação, e sempre que possível, questionam seus médicos sobre essas dúvidas.
A maioria dessas questões é sanada geralmente com respostas de praxe.

Existem ainda as preocupações com: o enxoval, o nome da criança ou se vai ser menino ou menina.

Mas existe uma questão, que eu acredito que seja a que mais deixa as futuras mamães ansiosas e nervosas: COMO É A DOR DO PARTO?

Pensando aqui com meus botões, tudo o que não se explica, geralmente é aquilo que é possível sentir intensamente, como por exemplo: O amor e a fé em Deus. E é assim também que encaro a dor do parto: Uma dor de vida! Intensa e transformadora!

Não posso dizer que parto não doa, porque dói, e eu estaria mentindo. Não é como uma dor de dente ou dor no rim (que alguns dizem que é como a dor do parto…huahuahua) é uma dor de abertura do corpo: ossos, músculos, carne, sangue, hormônios, tudo trabalha perfeita e harmonicamente para a chegada de um ser humano no mundo. É a natureza humana!

Tenho aqui, alguns aspectos sobre a dor do parto, que considero importante, para informar e tranqüilizar aquelas que vão se passar pela experiência do parto pela primeira vez.

CONTRAÇÕES
Muitas mulheres não sabem nem como é uma contração, sendo que todas tem contrações de Braxton Hicks durante TODA A GESTAÇÃO.

É aquele momento em que sente-se que a barriga fica dura, muito dura, e dependendo da posição do bebe, pode-se sentir uma dorzinha incomodando. Basta por a mão na barriga e sentir como é.

A contração do trabalho de parto vem acompanhada de dor nas costas ou no “pé da barriga”, dependendo da posição do bebê, e é como uma onda: começa com uma dorzinha fraca que vai ficando forte, alcança um pico e fica fraca de novo. É como uma cólica que vem e vai…

É importante lembrar que se forem respeitadas as vontades da mulher nesse momento, sua livre movimentação e uma companhia que ela deseje, tudo é bastante amenizado.

Além de que, existe uma série de formas de amenizar a dor com técnicas não-farmacológicas (chás, banhos, movimento, massagem, música, etc., para a fase de dilatação) e outro aspecto importante é que o conceito de dor é diferente para cada ser humano.

FASES DO TRABALHO DE PARTO
É preciso saber que o trabalho de parto possui quatro fases distintas:
FASE LATENTE, FASE ATIVA, FASE DE TRANSIÇÃO E EXPULSIVO.

FASE LATENTE: de 1 a 5 cm de dilatação.
É a fase em que a mulher começa a sentir as primeiras contrações, o momento em que o colo começa a se abrir, e começa a dilatação.
As contrações são espaçadas a cada 10 minutos, mais ou menos, e duram cerca de 30 segundos. (Deve-se começar a contar o inicio do TP quando ficar mais de uma hora nesse ritmo)
Pode ocorrer um pouquinho de sangramento ou sair um muco meio amarelado como catarro, que chamamos de tampão mucoso.
Algumas mulheres sentem vontade de ir ao banheiro a todo momento, outras sentem náuseas, outras nada sentem.
A dor nesse momento é suave, concentrando-se na respiração e relaxando, é possível descansar um pouco para o próximo período.
Pode-se também utilizar chuveiro, banheira e bola de pilates para aliviar as contrações, o que ajuda bastante!
É importante também, alimentar-se com coisas leves e que dêem energia, como um chocolate, por exemplo, e beber muuuuuuuita água!

FASE ATIVA: de 5 a 8 cm.
Nessa fase a mulher começa a sentir-se incomodada com as posições em que fica, já não consegue mais ficar parada por muito tempo, e é MUITO IMPORTANTE que se movimente para a dilatação ocorrer mais facilmente.
Existem uma série de posições e exercícios para ajudar nessa fase, vejam alguns exemplos de posições abaixo:

O mais importante é guiar-se pelo instinto e procurar as posições que mais lhe agradem, lembrando-se de beber muita água também nesse período.
As contrações ficam menos espaçadas, chegam a 3 em 3 minutos e com duração de 40 a 50segundos.
Lembrando que esse é um processo de parto natural, ou seja, sem indução com ocitocina sintética.

FASE DE TRANSIÇÃO: 8 a 10cm.
Nessa fase é o momento em que as contrações ficam mais fortes e numa seqüência “frenética”.
Geralmente, é o momento em que as mulheres pedem “arrego”, dizem que não vão agüentar mais e tal.
Isso ocorre porque o organismo libera hormônios como a adrenalina, que fazem-na sentir medo, sono, tremedeira, dentre outros sintomas, tudo ao mesmo.
Esse período é muito curto, dura de 30 a 40 minutos e logo em seguida a mulher já estará na fase do expulsivo.

EXPULSIVO: 10 cm de dilatação!
Geralmente as mulheres quando são informadas que estão com 10 cm sente-se vitoriosas: Isso é muito bom! Porém, saibam que o expulsivo pode demorar ainda algumas horas, se o processo natural for respeitado.
A dor nessa hora fica diferente, um pouco mais tranqüila às vezes, até que a mulher começa a sentir os puxos, que é a vontade de fazer força, como se fosse defecar, o que pode acontecer inclusive, pois é totalmente normal.
O puxo vem instintivamente, naturalmente, sem que seja necessário nenhum médico ou enfermeira ficar pedindo-lhe para fazer.
Infelizmente, em muitos casos, não é respeitado esse tempo do corpo da mulher e ela acaba sendo “comandada” a fazer força e passa por episiotomia desnecessária para adiantar o trabalho deles. Mas isso é assunto para outro post…
Quando vem a vontade de fazer força o processo fica mais tranqüilo e se a mulher for deixada em paz, o expulsivo pode ser muito rápido.

Bem, para terminar é fundamental que para aceitar a dor, a mulher tenha a informação de que DÓI sim, muito além da imaginação. Mas se você está preparada pra ela, você a verá como a força das deusas. Uma aliada para trazer seu filho ao mundo!

Acredite que dói e que ESSA DOR FAZ PARTE do processo, porque essa dor é o seu corpo trabalhando junto com o corpo do bebê, e que essa dor é necessária para você parir seu filho por uma questão evolutiva: caixas cranianas para conter cérebros pensantes grandes demais, para nossas bacias de bípedes. É só isso.

É completamente diferente da dor ignorante, da dor da religiosa que acredita estar pagando pelos pecados de Eva, da dor sofrimento das mães que “não querem isso para suas filhas” e lhes recomendam a maravilha moderna da cesárea.

Eu defendo a dor compreendida e compartilhada, defendo e vejo-a como a DOR DA VIDA E DA TRANSFORMAÇÃO!

A dor que eu defendo é a da mulher consciente de que quer parir seu filho, que acredita na própria fisiologia, que acredita poder ser bem sucedida na empreitada. Essa convicção vai ajudar essa mulher a compreender a função da dor e suportá-la, mesmo gemendo, gritando, urrando e no final regozijando-se e NASCENDO junto com seu filho como MÃE E UMA NOVA MULHER!

Beijo grande!

Rosana Araujo da Silva Oshiro, mãe de quatro crianças.
http://www.maternajapao.blogspot.com/

Anúncios

2 comentários sobre “Newsletter – Setembro 2008

  1. amei o comentario sobre o parto nao e meu primeiro filho mai agi como louca nos outros partos,gritava rasgava lençois e pedia para nascer logo se tivesse lido essa materia nao teria sofrido tanto obrigado pele dica quando meu bebe nasce conto para vçs bjos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s